Estimulação Cerebral Profunda (DBS)
Uma terapia avançada para casos selecionados de Parkinson, tremor essencial e distonia — que exige avaliação criteriosa.
O que é
A Estimulação Cerebral Profunda (DBS) é uma cirurgia em que eletrodos finos são implantados em regiões específicas do cérebro e conectados a um pequeno gerador — funciona como um "marca-passo" que modula os circuitos responsáveis pelos sintomas motores. É um tratamento ajustável e reversível, consolidado há décadas.
Para quem pode ser indicada
Doença de Parkinson: quando surgem flutuações motoras ou discinesias (movimentos involuntários) apesar da medicação bem ajustada.
Tremor essencial: nos casos graves que não respondem aos medicamentos.
Distonia: em formas selecionadas, principalmente generalizadas.
Como é a avaliação de candidatos
A seleção é a etapa mais importante — nem todo paciente se beneficia, e uma avaliação rigorosa evita decepções. Envolve: teste de resposta à levodopa, avaliação neuropsicológica, exames de imagem e discussão em equipe multidisciplinar. Atuo como colaborador do Ambulatório de Estimulação Cerebral Profunda do HCFMUSP, onde essa avaliação é realizada de forma estruturada.
E depois da cirurgia?
O pós-operatório envolve a programação do estimulador — ajustes finos dos parâmetros elétricos ao longo de sessões — e o acompanhamento clínico contínuo da medicação e dos sintomas. Parte relevante desse seguimento pode ser feita por teleconsulta, o que facilita a vida de pacientes que moram longe dos centros de referência.
Perguntas frequentes
O que é a cirurgia de DBS?
DBS (Estimulação Cerebral Profunda) é um tratamento cirúrgico em que eletrodos finos são implantados em regiões específicas do cérebro e conectados a um pequeno gerador, semelhante a um marca-passo, implantado sob a pele do tórax. O aparelho envia estímulos elétricos que modulam os circuitos do movimento, reduzindo sintomas como tremor, rigidez e flutuações motoras.
DBS cura a doença de Parkinson?
Não. O DBS não interrompe a progressão da doença, mas controla de forma significativa os sintomas motores em pacientes bem selecionados: reduz tremor, flutuações entre períodos de bom e mau funcionamento da medicação e movimentos involuntários causados pela levodopa. Em geral, permite reduzir a dose dos medicamentos.
Quem é candidato ao DBS?
Pacientes com doença de Parkinson que mantêm boa resposta à levodopa, mas desenvolveram flutuações motoras ou tremor refratário; sem comprometimento cognitivo importante e com saúde geral adequada para cirurgia. A seleção envolve avaliação neurológica detalhada, teste com levodopa, avaliação neuropsicológica e discussão em equipe multidisciplinar.
A cirurgia de DBS é arriscada?
Como qualquer neurocirurgia, tem riscos — os principais são sangramento e infecção, com taxas baixas em centros experientes. A avaliação pré-operatória criteriosa existe exatamente para selecionar quem tem maior chance de benefício com o menor risco. A decisão é sempre individualizada e compartilhada com o paciente e a família.
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