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Vertigem e tontura — avaliação por teleconsulta

Tontura recorrente é uma das queixas mais comuns em neurologia — e o diagnóstico depende muito mais de uma boa história clínica do que de exames.

Por que a tontura fica tanto tempo sem diagnóstico

"Labirintite" virou nome genérico para qualquer tontura — e muita gente passa anos tratando crises com medicação sintomática sem investigar a causa real. Mas tontura tem mecanismos muito diferentes entre si: vertigem posicional (VPPB), enxaqueca vestibular, neurite vestibular, tontura por ansiedade, hipotensão, e causas neurológicas menos comuns. Cada uma tem tratamento diferente — e a medicação que alivia uma pode mascarar a outra.

Como é a avaliação online

A consulta detalha o padrão das suas crises: a sensação exata (rotação, desequilíbrio, cabeça vazia), a duração (segundos, minutos, horas ou dias — cada faixa aponta para causas diferentes), os gatilhos de posição e os sintomas associados. Por vídeo, avalio os movimentos dos olhos e oriento testes posicionais simples. A revisão de exames anteriores completa o quadro — e quando necessário, indico avaliação presencial ou exames complementares.

Tratamento

Depende inteiramente da causa. Na VPPB, a causa mais comum, o tratamento são manobras de reposicionamento — que resolvo em consulta presencial ou começo a orientar por vídeo, com alta taxa de resolução. Na enxaqueca vestibular, o tratamento é preventivo, como o da enxaqueca. Nas tonturas persistentes, a reabilitação vestibular e o tratamento das condições associadas organizam a recuperação. O ponto central é sempre o mesmo: tratar a causa, não só a crise.

Perguntas frequentes

Tontura pode ser avaliada por teleconsulta?
Sim, na maioria dos casos. O diagnóstico da tontura depende sobretudo da história clínica detalhada — o tipo de sensação, a duração das crises, os gatilhos de posição — e de testes que podem ser observados por vídeo, como os movimentos dos olhos. Na VPPB, a causa mais comum, até a orientação das manobras de tratamento pode ser iniciada por teleconsulta.

O que é VPPB (a famosa labirintite)?
VPPB — vertigem posicional paroxística benigna — é a causa mais frequente de vertigem: cristais do ouvido interno se deslocam e provocam crises curtas de vertigem intensa ao virar na cama, levantar ou olhar para cima. Popularmente é chamada de labirintite, embora não seja uma inflamação. O tratamento são manobras de reposicionamento, com resolução na maioria dos casos.

Quando a tontura é sinal de algo grave?
Procure avaliação urgente se a tontura vier acompanhada de dor de cabeça súbita e intensa, perda de força ou sensibilidade, fala enrolada, visão dupla, dificuldade para engolir ou desmaio. Tontura isolada, sem esses sinais, raramente é emergência — mas vertigem recorrente ou persistente merece investigação neurológica.

Por que minha vertigem volta mesmo depois do tratamento?
As causas mais comuns de recorrência são: VPPB não completamente reposicionada (ou que recidiva, o que pode acontecer), vertigem vestibular tratada só com medicação sintomática — que alivia a crise mas não trata a causa — e condições não vestibulares confundidas com labirintite, como enxaqueca vestibular e ansiedade. A avaliação neurológica revisa o diagnóstico e estrutura o tratamento da causa.

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Teleconsulta para todo o Brasil · R$ 550 — Presencial em São Paulo · R$ 650 · recibo para reembolso.

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