← Início

Avaliação de memória e esquecimento

Nem todo esquecimento é doença neurodegenerativa — e as causas mais comuns de perda de memória são investigáveis e tratáveis. Quanto antes a avaliação, mais opções.

Quando procurar avaliação

Vale investigar quando o esquecimento sai do terreno do "normal da correria": esquecer conversas recentes com frequência, repetir perguntas, perder objetos com regularidade, ter dificuldade nova com contas, medicamentos ou caminhos conhecidos. Em pessoas mais velhas, o sinal mais confiável costuma ser a percepção da família — se quem convive notou mudança, merece avaliação.

As causas tratáveis — a maioria dos casos

Antes de qualquer hipótese de demência, a avaliação neurológica investiga as causas reversíveis de perda de memória: privação crônica de sono, ansiedade e depressão, efeito de medicações (calmantes, alguns anti-hipertensivos), deficiência de vitamina B12, distúrbios da tireoide e apneia do sono. Em pacientes jovens e de meia-idade, essas causas respondem pela grande maioria das queixas — e se resolvem com tratamento correto.

Como é a avaliação

A consulta estrutura a história do esquecimento: início, evolução, impacto na rotina, medicações em uso, sono e humor. Aplico testes cognitivos de rastreio por vídeo e peço — sempre que possível — a participação de um familiar, cujo relato é frequentemente o dado mais importante. A partir daí, indico exames laboratoriais e de imagem quando necessários e defino o plano: tratamento de causa tratável, acompanhamento periódico, ou investigação aprofundada.

Perguntas frequentes

Esquecimento frequente é sempre sinal de Alzheimer?
Não. As causas mais comuns de queixa de memória — sobretudo antes dos 65 anos — são tratáveis: privação de sono, ansiedade, depressão, uso de certas medicações, déficit de vitamina B12 e distúrbios da tireoide. A avaliação neurológica existe exatamente para separar o esquecimento funcional das condições neurodegenerativas.

A avaliação de memória pode ser feita por teleconsulta?
Em grande parte, sim. A história clínica — com o paciente e, fundamentalmente, com um familiar ou acompanhante — e a aplicação de testes cognitivos de rastreio podem ser feitas por vídeo. A partir dessa primeira etapa, indico exames laboratoriais e de imagem quando necessários e, em alguns casos, uma etapa presencial complementar.

Quando a perda de memória merece investigação?
Quando o esquecimento passa a afetar a rotina: esquecer compromissos e conversas recentes repetidamente, repetir a mesma pergunta, perder-se em caminhos conhecidos, ter dificuldade com contas e medicamentos, ou quando familiares notam mudança de comportamento. A regra prática: se a família percebe, vale avaliar.

Por que é importante um familiar participar da consulta?
Porque quem tem perda de memória frequentemente não percebe a extensão do problema — e a informação de quem convive é muitas vezes o dado mais valioso da avaliação. O relato do informante sobre a evolução dos sintomas, junto com a história do paciente, é o que permite distinguir envelhecimento normal de condições que precisam de acompanhamento.

Agendar avaliação

Teleconsulta para todo o Brasil · R$ 550 — Presencial em São Paulo · R$ 650 · recibo para reembolso.

Agendar consulta online

Ou agende pelo WhatsApp: (11) 91160-9373