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Epilepsia — acompanhamento por teleconsulta

Epilepsia é condição de seguimento contínuo: a maior parte do acompanhamento — revisão de crises, ajuste de medicação, leitura de exames — é bem conduzida por vídeo.

Acompanhamento contínuo

O controle da epilepsia depende de ajustes finos ao longo do tempo: frequência e padrão das crises, efeitos colaterais das medicações, sono, adesão ao tratamento e revisão periódica de exames. Na consulta, analiso também vídeos caseiros das crises e o relato de familiares — material que muitas vezes define o diagnóstico do tipo de crise. A prescrição e a renovação de medicações de uso contínuo são feitas por receituário eletrônico, dentro da consulta.

Primeira crise ou suspeita de epilepsia

Nem toda crise convulsiva é epilepsia — síncope, crises psicogênicas não epilépticas e outras condições podem mimetizar o quadro. A avaliação da primeira crise reconstrói o evento em detalhe (o relato de quem presenciou é fundamental), revisa exames já feitos e define a investigação necessária: EEG, ressonância magnética e exames laboratoriais, conforme o caso.

Segunda opinião

Indicada quando as crises persistem apesar do tratamento, quando os efeitos colaterais pesam mais que o benefício, ou quando o diagnóstico nunca ficou claro. A revisão estruturada de EEGs, exames de imagem e da sequência de medicações tentadas frequentemente reorganiza o caso — às vezes mudando o diagnóstico, às vezes apenas o plano terapêutico.

Perguntas frequentes

Dá para acompanhar epilepsia por teleconsulta?
Sim, na maioria das situações. O acompanhamento da epilepsia se baseia na frequência e características das crises, nos efeitos das medicações e na revisão de exames como EEG e ressonância — tudo avaliável por vídeo. Relatos de testemunhas e vídeos caseiros das crises são especialmente úteis e podem ser analisados na consulta.

A receita pode ser renovada na teleconsulta?
Sim. Dentro de uma consulta médica regular, a prescrição — incluindo a renovação de medicações anticonvulsivantes de uso contínuo — é feita por receituário eletrônico, conforme a legislação vigente, e enviada digitalmente ao paciente. A renovação é parte do acompanhamento, não um serviço isolado de emissão de receita.

Tive uma crise convulsiva pela primeira vez. E agora?
Uma primeira crise exige avaliação neurológica para investigar a causa: nem toda convulsão é epilepsia. A avaliação inclui história detalhada do evento (idealmente com relato de quem testemunhou), revisão de exames já realizados e indicação de investigação complementar quando necessária, como EEG e ressonância magnética.

Quando vale uma segunda opinião sobre epilepsia?
Quando as crises continuam apesar da medicação, quando os efeitos colaterais limitam a rotina, quando há dúvida sobre o diagnóstico (crises que podem não ser epilépticas) ou quando você quer revisar o plano de tratamento. A revisão criteriosa de EEGs, exames de imagem e da evolução do quadro frequentemente reorganiza o caso.

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